O contraste da Igreja rica com a Igreja pobre…

Não precisamos andar muito para constatarmos que a diferença social secular, também acontece na Igreja Peregrina de Cristo.
O feudo, a ostentação e, a abundância da Igreja das regiões feudais do Brasil (guardadas às devidas proporções), também contrasta com a realidade social das Igrejas instaladas nas regiões carentes do País.
Estive visitando e peregrinando pelo sul do Pará, depois de já ter conhecido às realidades do sul, sudeste, centro oeste, Amazonas e todo o nordeste, e, afirmo sem medo de errar que desde a pregação à infra estrutura, o desnível é avassalador. Não que as do feudo estejam acima das regiões simples, mas, muito pelo contrário, estas, vivenciam muito mais o Evangelho de Cristo do que àquelas.
Dois exemplos simples: às instalações materiais e respectivos recursos financeiros e, a humildade de um Cristo despojado de pompa, formalidades e, qualquer imperialismo.
Uma Igreja muito mais missionária em vida do que em eloquência e, amparatos como a gente vê aqui pelas bandas da República de São Paulo, Curitiba e do sul, como um todo.
Uma Igreja que coloca a mão no arado e, não vive de shows de prêmios, campanhas e, correndo mais a sacolinha do que, deixando correr pelas veias o sangue do amor, como lá presenciamos.
Longe de mim julgar. Quero apenas, relatar duas realidades distintas. Até a escassez de padres e missionários por àquelas bandas, nos mostra uma Igreja mais humana, comunitária, solidária e, unida.
É óbvio que a realidade de lá também encontramos aqui. Vide Vale do Jequitinhonha e tantos outros, nas regiões operárias do sul. Mas, a diferença de classe também impera dentro de uma instituição, que na sua essência, deveria ser pobre, participativa, semeadora da partilha e pregadora de um Cristo que não exclui, não preconceitua, nem se curva diante das injustiças sociais e, da covardia do Estado.
Até porque, se observarmos, o modelo que Jean Jacques Rousseau diz ter inventado, é cópia fiel do modelo implementado pela Igreja Primitiva, que foi à primeira a ensinar a vender tudo e colocar à disposição de todos, assistir e registrar os nascimentos, criar às primeiras escolas, hospitais, cemitérios e, a promover o bem comum pelo mundo a fora. Ou estou errado?…
Vale a pena refletir…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s