Carnaval desfigurado…

Como observador de tudo, me atrevo a comentar sobre um pouco de tudo. Até porque, modéstia à parte, estudo e leio o mínimo de tudo.

O jornalista e advogado que não desenvolve e não exercita o estudo de tudo, um pouco, e, vou mais além, não estuda, sempre pára no tempo.

De sorte que beirando 60 anos, possuo vasto material de observação, estudo e, um pouquinho de ousadia para falar sobre determinados assuntos.

Que o mundo passou e vem passando Por uma revolução industrial e tecnológica nesses 50 anos, creio que todos não tenham dúvidas. Ou não?

Pois bem, acreditando ou não, isso é fato. E muito embora eu quisesse prolongar esse nosso estudo em outras áreas, vou me ater apenas ao assunto do momento: carnaval.

Prefiro também não analisar a festa no mundo, mas, universalizá-la à realidade brasileira, apenas, fazendo um registro científico estatístico, que nunca tivemos a melhor festa de momo universal. Título este, comprovadamente ostentado pela Colômbia, especificamente, no Estado do Atlântico, nas cidades metropolitanas, dos arredores de “Barranquilla e Cartagena”.

Dito isso, e, me permitindo estabelecer “uma laicidade” cultural do Brasil e de suas unidades federativas (obviamente, fazendo uma analogia com a realidade religiosa da nação), posso afirmar que o carnaval brasileiro e, não só ele, vem sendo desfigurado ao longo da história.

Esse fenômeno até é natural se levarmos em conta que “mutatis mutandis”, a sociedade e o mundo é uma metamorfose.

A escravização a que nos submete o capitalismo selvagem, ou seja o capitalismo do ter e não do instrumento necessário, vem interferindo até na festa popular, muito embora, a criatividade das pessoas surpreender e superar esses obstáculos e, fazer acontecer.

Há que se registrar ainda, o “poder paralelo” que mede forças com o institucional e, desafiando a legalidade, supri às necessidades básicas da massa e, vai de encontro aos seus anseios.

Verdade é que desfigurado ou não, o povo, vai às ruas e, com improvisações, pouco à pouco vai caminhando. E, eu nem ouso dizer que essa desfiguração seja negativa, pois, já levei muito pela cara, lições de aprendizado, onde me atrevia a pré conceituar. Por isso, minha introdução ao tema, com parcimônia e registro da minha experiência empírica.

Enfim, desfigurado ou não, passando por crises ou não, sendo objeto de preconceito ou não, joio ou trigo, o carnaval vem atravessando a história da cultura da humanidade, respeitadas às peculiaridades de cada uma delas.

Particularmente, sou um crítico positivo da festa de momo. Muito embora, me confesse anti exageros e, contra o desrespeito humano praticado, a partir dos excessos.

Parafraseando Jesus Cristo: “Convém que trigo e joio cresçam juntos, para que na hora da colheita, a justiça seja feita.” Apenas, desejo que você, amigo e irmão leitor, se revista do trigo. Com toda certeza, ao final da festa, seu estandarte da justiça lhes será feito. Beijão fraterno a todos e, boa e sadia festa de momo…

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