Prefeitos e profissionais de saúde temem Eleições 2020 presencial

Vários profissionais de saúde, das mais diversas áreas, do Rio de Janeiro, Niterói, Baixada Litorânea e, da Região Serrana do Estado, se manifestaram, afirmando ser temerária à realização das Eleições Presenciais 2020, sem qualquer garantia e prevenção de contágio de uma doença que ainda é uma incógnita no mundo, que não possui medicamento específico, soro e ou vacina, totalmente contrário às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O questionamento informal foi feito a pedido dos atuais prefeitos municipais, que temem deixar seus mandatos em 31 de dezembro, com altos índices de casos de contaminação poulacional e, depois, responderem por exposição de seus munícipes ao risco, além ainda, do risco de responderem processos por improbidade administrativa, passados seus respectivos mandatos.

Há prefeitos que vão encaminhar expediente à Curadoria de Assuntos Difusos sob às quais estão sujeitos, solicitando providências acerca de tal risco, uma vez que o próprio TSE, enquanto Poder Jurisdicional Eleitoral, se encontra em “look dawn”, ou seja fechamento físico total.

Os profissionais intentam ainda, encaminhar expedientes à Ordem dos Advogados do Brasil e, a Sociedade Médica Brasileira, com o fim de que, estas instituições apóiem o movimento, pleiteando, “sine die”, a suspensão do referido pleito.

O prefeito de São José do Vale do Rio Preto, que foi um dos primeiros a levantar essa questão, com o fim de salvaguardar direitos, está reunindo documentos de seu staff de vigilância sanitária e, dos principais profissionais do Município (primeiro responsável pelo controle Epidemiológico no organograma do SUS), para informar a Curadoria de Assuntos Difusos, no sentido de que, ele como prefeito e, a cidade e, seu contingente populacional, acostumado a aglomerações em todas às eleições, não têm condições nem infra estrutura para cooperar com o Poder Judiciário Eleitoral, garantindo o cumprimento de afastamento social, distanciamento em filas, disponibilização de pessoal da Defesa Civil, nem unidades intermediárias suficientes, para pronto socorro imediato em caso de um eventual surto pós pleito.

O imbróglio poderá render, pois, o próprio TSE está em regime de “look dawn” total, sem data para voltar a funcionar nos parâmetros exigidos para às eleições e, contrários às normas municipais e regionais de prevenção da pandemia.

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